CHAPADA DAS MANGABEIRAS

Bom Jesus, Manoel Emídio e Redenção do Gurguéia: as melhores cidades para se viver na Chapada das Mangabeiras

Com evoluções expressivas no IPS Brasil 2026, trio de municípios se destaca pela qualidade de vida e pela capacidade de transformar progresso econômico em bem-estar social

25 de julho de 2026 às 20:10 25 visualizações

Catedral de Bom Jesus-PI (Imagem de internet)

Três cidades do território Chapada das Mangabeiras protagonizaram trajetórias que merecem registro e celebração. Bom Jesus lidera com folga. Com IPS (Índice de Progresso Social) de 60,36, a cidade ocupa a 56ª posição entre os 224 municípios piauienses e é a única do território a ultrapassar a barreira dos 60 pontos. Mais impressionante que o número absoluto, porém, é a evolução: Bom Jesus avançou +5,89 pontos em relação a 2024 — um dos maiores saltos de todo o estado do Piauí. Em duas gestões, a cidade saiu de 54,47 para 60,36. Para quem conhece a escala de 0 a 100 do IPS, isso é avanço de alta potência. Isso indica que a gestão municipal está, ao menos, na direção correta.

 

Manoel Emídio (IPS 59,67) ocupa a segunda posição territorial e a 74ª no estado, com evolução sólida de +3,89 pontos. A cidade está a apenas 0,33 ponto de ingressar no patamar de "bom desempenho" — uma distância que, em termos de IPS, pode ser vencida com investimentos cirúrgicos em áreas como saneamento ou atenção básica.

 

Redenção do Gurguéia (IPS 59,22) é a grande surpresa do território. Com evolução de +5,41 pontos — a segunda maior da região — o que sugere que o motor econômico local começa a gerar tração social, a cidade subiu de 53,81 para 59,22 em dois anos. É um salto considerável que revela ruptura de padrão: não se trata de melhoria marginal, mas de mudança consistente de patamar.

 

Completam o top 5 Eliseu Martins (IPS 58,86) e Colônia do Gurguéia (IPS 58,53), ambos com evoluções positivas que consolidam o bloco de excelência regional, embora com ritmos de evolução mais modestos (+1,42 e +2,78, respectivamente).

 

Município

Índice IPS 2026

Posição no Território

Posição no Piauí

Índice IPS 2024

Índice Evolução 2026 -2024

Posição na Evolução

Bom Jesus

60,36

1

56

54,47

5,89

1

Manoel Emídio

59,67

2

74

55,78

3,89

4

Redenção do Gurguéia

59,22

3

88

53,81

5,41

2

Eliseu Martins

58,86

4

96

57,44

1,42

17

Colônia do Gurguéia

58,53

5

104

55,75

2,78

8

Monte Alegre do Piauí

58,28

6

116

55,68

2,6

9

Alvorada do Gurguéia

57,77

7

128

53,83

3,94

3

Cristino Castro

57,6

8

135

56,78

0,82

19

Curimatá

57,52

9

137

55,43

2,09

13

São Gonçalo do Gurguéia

56,99

10

151

53,57

3,42

5

Santa Luz

56,62

11

164

55,98

0,64

20

Cristalândia do Piauí

55,82

12

181

52,76

3,06

6

Gilbués

55,24

13

190

52,66

2,58

10

Avelino Lopes

55

14

194

53,32

1,68

14

Riacho Frio

54,29

15

203

51,43

2,86

7

Corrente

54,18

16

205

55,15

-0,97

24

Currais

53,62

17

211

51,94

1,68

15

Sebastião Barros

53,61

18

213

51,32

2,29

12

Barreiras do Piauí

53,35

19

215

52,87

0,48

21

Júlio Borges

53,06

20

217

52,68

0,38

22

Parnaguá

52,52

21

220

51,50

1,02

18

Santa Filomena

52,04

22

222

50,38

1,66

16

Palmeira do Piauí

51,31

23

223

50,96

0,35

23

Morro Cabeça no Tempo

50,27

24

224

47,91

2,36

11

MÉDIA

55,66

 

 

 

 

 

FONTE: https://ipsbrasil.org.br/

 

O que explica o desempenho?

O que une essas cinco cidades é a capacidade de converter o dinamismo econômico do agronegócio — que move a economia do Sul do Piauí — em serviços públicos que chegam à população. Bom Jesus, polo de serviços e escoamento da produção agrícola, é o exemplo mais claro: a pujança do campo se reflete, ainda que parcialmente, em indicadores sociais mais elevados.

 

Isso não significa que o quadro seja perfeito — sempre há gargalos e desafios. Mas os números mostram que o caminho existe e que algumas gestões já encontraram a rota. No Piauí, a média estadual em 2026 é de 60,48 pontos. É contra essa régua que os municípios da Chapada das Mangabeiras são medidos.

 

 

IPS Brasil: A Régua Global da Dignidade Humana

Uma pergunta fundamental: como medir se uma cidade é realmente um bom lugar para se viver?

Para entender o resultado alcançado por essas cidades, é preciso compreender a magnitude do Índice de Progresso Social (IPS), Diferente do PIB, que mede apenas a riqueza econômica, o IPS é uma ferramenta multidimensional que avalia se as pessoas têm o que precisam para prosperar, Trata-se de um índice de abrangência mundial, aplicado em mais de 170 países, que no Brasil realiza uma radiografia minuciosa de todos os 5.570 municípios.

 

A grandiosidade do IPS reside em sua capacidade de medir resultados, não apenas investimentos. Ele é coordenado globalmente pelo Social Progress Imperative e, no Brasil, conta com o rigor técnico de instituições como o Imazon e a Fundação Avina. Para um gestor público, o IPS é a prova definitiva de que sua administração saiu da "Gestão Invisível" para se tornar uma Gestão de Impacto.

 

A Metodologia: Três Pilares do Bem-Estar

O IPS Brasil organiza-se em três dimensões fundamentais, que juntas compõem a nota final de cada cidade (de 0 a 100):

  1. Necessidades Humanas Básicas: Nutrição, cuidados médicos básicos, água, saneamento, moradia e segurança.
  2. Fundamentos do Bem-Estar: Acesso ao conhecimento básico, informação, saúde e qualidade do meio ambiente.
  3. Oportunidades: Direitos individuais, liberdade de escolha, tolerância, inclusão e acesso à educação superior.
Por: Wedson Bezerra Pereira – Analista Sênior em Gestão Pública. Criador do MGI – Método Gestão de Impacto.
Do FAROL MUNICIPAL, em Teresina-PI, 25 de julho de 2026

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