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O Piauí que avançou — e as 23 cidades que ficaram para trás: o que os dados revelam sobre qualidade de vida no estado

Este não é um artigo sobre fracasso. É um mapa de aprendizado: o que as cidades que mais evoluíram fizeram de diferente? O que os 23 municípios que regrediram podem ensinar — não pelo erro, mas pelo diagnóstico preciso que suas trajetórias oferecem?

25 de julho de 2026 às 15:53 116 visualizações

Vista panorâmica de Teresina (Imagem de internet)

 

O Piauí vive um momento histórico. O IPS Brasil 2026 revelou que a média estadual saltou de 56,05 para 60,48 pontos — um avanço de 4,43 pontos que coloca o estado em trajetória consistente de melhoria da qualidade de vida. Das 224 cidades avaliadas, 201 evoluíram ou se mantiveram estáveis. É um número expressivo, que merece ser celebrado.

 

Mas o dado que realmente importa para quem faz gestão pública não é a média. É a dispersão. É entender por que algumas cidades avançam muito enquanto outras, nas mesmas condições estruturais, perdem terreno.

 


1. O outro lado da moeda: as cidades que ensinam como avançar

Antes de mergulhar nos desafios, é preciso olhar para quem acertou. O Piauí tem exemplos extraordinários de transformação:

Município

Território

IPS 2024

IPS 2026

Variação

Geminiano

Vale do Rio Guaribas

53,11

60,03

+6,92

Nossa Senhora de Nazaré

Carnaubais

55,97

62,75

+6,78

São João da Varjota

Vale do Canindé

54,24

60,88

+6,64

Francisco Santos

Vale do Rio Guaribas

56,80

62,98

+6,18

Murici dos Portelas

Planície Litorânea

51,40

57,49

+6,09

São João da Canabrava

Vale do Rio Guaribas

53,48

59,41

+5,93

Bom Jesus

Chapada das Mangabeiras

54,47

60,36

+5,89

Pavussu

Vale dos Rios Piauí e Itaueira

 

 

+5,66

Regeneração

Entre-Rios

53,65

59,24

+5,59

São Luís do Piauí

Vale do Rio Guaribas

53,68

59,14

+5,46

Fonte: ipsbrasil.org.br

 

O que salta aos olhos? Todos esses municípios partiram de patamares abaixo de 57 pontos — alguns de bases bastante baixas, como Murici dos Portelas (51,40) e Geminiano (53,11). E, ainda assim, conseguiram avanços superiores a 5 pontos em apenas dois anos.

 

Isso derruba um mito importante: não é preciso ter um IPS alto para evoluir rápido. O que esses casos mostram é que gestão importa mais do que ponto de partida.


 

2. Os 23 municípios que recuaram: um raio-X completo

A tabela a seguir apresenta todos os municípios com variação negativa, ordenados da maior para a menor queda:

Município

Território de Desenvolvimento

IPS 2024

IPS 2026

Variação

Prefeito(a)

Partido

Mandato

Assunção do Piauí

Carnaubais

57,06

55,01

-2,05

Jovê

PSD

Novo

Caridade do Piauí

Chapada Vale do Itaim

59,94

58,11

-1,83

Clei Carvalho

PSD

Reeleito

Bonfim do Piauí

Serra da Capivara

55,84

54,16

-1,68

Paulo Henrique

MDB

Novo

Teresina

Entre-Rios

67,37

66,02

-1,35

Sílvio Mendes

UNIÃO

Novo

Piracuruca

Cocais

60,53

59,20

-1,33

Marcelo Jatobá

PSD

Novo

São Miguel da Baixa Grande

Vale do Sambito

62,61

61,28

-1,33

Bispo

PSD

Novo

Antônio Almeida

Tabuleiros do Alto Parnaíba

59,43

58,11

-1,32

Marcelo Toledo

MDB

Reeleito

Floriano

Vale dos Rios Piauí e Itaueira

61,85

60,75

-1,10

Antônio Reis

PSD

Reeleito

Santana do Piauí

Vale do Rio Guaribas

60,17

59,11

-1,06

Adonaldo Cassiano

SOLIDARIEDADE

Novo

Guadalupe

Tabuleiros do Alto Parnaíba

59,69

58,70

-0,99

Jesse James

PSD

Novo

Corrente

Chapada das Mangabeiras

55,15

54,18

-0,97

Filemon Paranaguá

PSD

Reeleito

Monsenhor Gil

Entre-Rios

58,26

57,35

-0,91

Dr. Evandro

PSD

Novo

Itaueira

Vale dos Rios Piauí e Itaueira

57,72

56,82

-0,90

Dr. Osmundo

MDB

Novo

Esperantina

Cocais

57,03

56,29

-0,74

Ivanária Sampaio

MDB

Reeleito

Tamboril do Piauí

Vale dos Rios Piauí e Itaueira

58,46

57,75

-0,71

Dr. Glauert

PODEMOS

Novo

Dirceu Arcoverde

Serra da Capivara

55,15

54,51

-0,64

Dr. Ramon

MDB

Novo

Domingos Mourão

Cocais

56,86

56,30

-0,56

Nelda

PT

Reeleito

Flores do Piauí

Vale dos Rios Piauí e Itaueira

57,54

56,98

-0,56

Evandro DD

MDB

Reeleito

Hugo Napoleão

Entre-Rios

59,67

59,35

-0,32

Luciano

PT

Novo

Campinas do Piauí

Vale do Canindé

57,58

57,31

-0,27

Dr. Jomário

PSD

Reeleito

Jacobina do Piauí

Chapada Vale do Itaim

58,56

58,50

-0,06

Vanderlei

MDB

Reeleito

Lagoa do Barro do Piauí

Serra da Capivara

56,76

56,71

-0,05

Reginaldo Coelho

MDB

Reeleito

Santa Cruz dos Milagres

Vale do Sambito

61,36

61,33

-0,03

Edilberto Rodrigues

PP

Reeleito

 


 

3. O que os números realmente dizem — 5 descobertas da investigação

3.1. O "Efeito Novo Mandato" é real, mas não explica tudo

Dos 23 municípios, 12 são administrados por prefeitos em mandato novo (52%). É tentador atribuir a queda à inexperiência — mas o IPS 2026 reflete condições acumuladas, incluindo o último ano da gestão anterior. A queda não pode ser jogada no colo do novo gestor.

 

O dado mais revelador está nos 11 municípios reeleitos que também regrediram. Caridade do Piauí (Clei Carvalho, reeleito pelo PSD) caiu -1,83 pontos — a segunda maior queda do estado. Floriano (Antônio Reis, reeleito pelo PSD) perdeu -1,10 pontos e viu sua liderança regional histórica ruir. Esses são gestores com mais de 4 anos de mandato que, ainda assim, não conseguiram manter a trajetória de crescimento. A capital Teresina, com a quarta maior evolução negativa, ganhou um capítulo a parte, logo adiante.

 

A lição: tempo de mandato não é garantia de resultado. O que importa é o que se faz com esse tempo.

 

3.2. Partido político não é variável relevante

Os 23 municípios são administrados por 7 partidos diferentes: PSD (9), MDB (8), PT (2), PP (1), UNIÃO (1), SOLIDARIEDADE (1) e PODEMOS (1). A distribuição acompanha aproximadamente a proporção partidária geral do estado.

 

Conclusão: a regressão não tem cor partidária. É um fenômeno de gestão local, não de alinhamento político. Isso é um alívio — significa que a solução também não depende de ideologia, mas de capacidade técnica e priorização correta.

 

3.3. O Vale dos Rios Piauí e Itaueira é o epicentro regional

Quatro dos 23 municípios pertencem a este território: Floriano, Itaueira, Tamboril do Piauí e Flores do Piauí. Nenhuma outra região concentra tantos casos.

 

Floriano é o caso mais emblemático. Em 2024, era a 7ª melhor cidade do Piauí e líder isolada do Vale dos Rios Piauí e Itaueira. Em 2026, caiu para 42ª no estado e 3ª no território, ultrapassada por Pedro Laurentino e Francisco Ayres. Uma queda de -1,10 pontos que interrompe uma trajetória histórica de liderança regional.

 

O que isso sugere: pode haver fatores estruturais ou políticas públicas específicas desse território que merecem investigação aprofundada pelos órgãos de planejamento do estado — não para apontar culpados, mas para entender o padrão e corrigir a rota.

 

3.4. O "Efeito Teto" é exceção, não regra

Apenas três dos 23 municípios estavam em patamares elevados (acima de 60 pontos) em 2024: Teresina (67,37), Floriano (61,85) e Santa Cruz dos Milagres (61,36). Para esses, o chamado "Paradoxo do Topo" — a dificuldade de manter altas taxas de evolução partindo de bases já elevadas — é uma explicação tecnicamente válida.

 

Mas 20 dos 23 municípios partiram de patamares entre 55 e 60 pontos, onde há ampla margem para melhoria. E, para efeito de comparação, cidades como Geminiano (que partiu de 53,11 e avançou +6,92) e Nossa Senhora de Nazaré (que partiu de 55,97 e avançou +6,78) mostraram que é possível acelerar mesmo partindo de bases baixas.

 

A pergunta que fica: o que Geminiano, Nossa Senhora de Nazaré e São João da Varjota fizeram de diferente que Assunção do Piauí, Caridade do Piauí e Bonfim do Piauí não fizeram?

 

3.5. A maioria das quedas é leve — e isso é uma boa notícia

Dos 23 municípios, 11 tiveram queda inferior a 1 ponto. Seis deles — Jacobina do Piauí (-0,06), Lagoa do Barro do Piauí (-0,05), Santa Cruz dos Milagres (-0,03), Campinas do Piauí (-0,27), Hugo Napoleão (-0,32) e Flores do Piauí (-0,56) — estão essencialmente dentro da margem de variação esperada.

 

Isso significa que o problema real está concentrado em poucos municípios: Assunção do Piauí (-2,05), Caridade do Piauí (-1,83), Bonfim do Piauí (-1,68), Teresina (-1,35), Piracuruca (-1,33), São Miguel da Baixa Grande (-1,33) e Antônio Almeida (-1,32). São 7 municípios que respondem pelas quedas mais expressivas.


4. O caso Teresina: o paradoxo da experiência que não gerou resultado

 

4.1. Comparativo de Qualidade de Vida: Teresina (IPS 2024 x 2026)

Indicador / Ranking

Gestão Dr. Pessoa (2024)

Gestão Sílvio Mendes (2026)

Variação / Impacto

Pontuação Geral IPS

67,37

66,02

-1,35 pontos em 2026

Ranking Nacional (Municípios)

129ª posição

573ª posição

Gestão Sílvio Mendes despencou - 444 posições no IPS BRASIL 2026

Ranking das Capitais Brasileiras

11º lugar

16º lugar

Teresina caiu 5 posições em 2026

Capitais do Nordeste

2º lugar

4º lugar

Teresina caiu 2 posições em 2026

Ranking no Piauí

1º lugar (Líder)

2º lugar

Perda da liderança estadual em 2026

Dimensão Necessidades Humanas Básicas

70,99 pontos / 3.080ª posição

71,23 pontos / 3.582ª posição

Gestão atual cresceu 0,24 pontos, mas despencou 502 posições no Brasil

Dimensão Fundamentos do Bem-Estar

69,15 pontos / 706ª posição

71,07 pontos / 500ª posição

Gestão Sílvio Mendes cresceu 1,92 pontos nessa dimensão, e ultrapassou 206 municípios

Dimensão Oportunidades

61,98 pontos / 2ª posição

55,77 pontos / 39ª posição

Gestão Sílvio Mendes teve a maior queda nessa dimensão (- 6,21 pontos)

FONTE: https://ipsbrasil.org.br/

 

4.2. Comparativo entre capitais brasileiras e DF # IPS 2026x2024

Capital

UF

Nota IPS 2026

Posição 2026

Nota IPS 2024

Posição 2024

Variação da Nota (2026-2024)

Curitiba

PR

71,29

1

69,36

5

1,93

Brasília

DF

70,73

2

71,25

1

-0,52

São Paulo

SP

70,64

3

68,79

6

1,85

Campo Grande

MS

69,77

4

68,21

8

1,56

Belo Horizonte

MG

69,66

5

69,62

3

0,04

Goiânia

GO

69,47

6

70,49

2

-1,02

Palmas

TO

68,91

7

68,07

9

0,84

Florianópolis

SC

68,73

8

69,56

4

-0,83

João Pessoa

PB

67,73

9

65,55

16

2,18

Cuiabá

MT

67,22

10

68,47

7

-1,25

Rio de Janeiro

RJ

67,00

11

66,41

14

0,59

Porto Alegre

RS

66,94

12

66,90

13

0,04

Natal

RN

66,82

13

64,45

17

2,37

Aracaju

SE

66,35

14

67,89

10

-1,54

Vitória

ES

66,02

15

67,20

12

-1,18

Teresina

PI

66,02

16

67,37

11

-1,35

São Luís

MA

65,64

17

65,69

15

-0,05

Fortaleza

CE

65,15

18

64,42

18

0,73

Boa Vista

RR

64,49

19

62,76

22

1,73

Manaus

AM

63,91

20

64,35

19

-0,44

Belém

PA

63,90

21

62,51

24

1,39

Rio Branco

AC

63,44

22

62,68

23

0,76

Recife

PE

63,22

23

63,73

21

-0,51

Salvador

BA

62,18

24

63,80

20

-1,62

Maceió

AL

61,96

25

62,37

25

-0,41

Macapá

AP

59,65

26

58,03

26

1,62

Porto Velho

RO

58,59

27

57,10

27

1,49

FONTE: https://ipsbrasil.org.br/

 

4.3. O paradoxo

O prefeito Sílvio Mendes (UNIÃO) não é um gestor novato. Sua trajetória é marcada por 11 anos como presidente da Fundação Municipal de Saúde. Foi eleito prefeito em 2004, reeleito em 2008 e voltou em 2024. É, objetivamente, um dos gestores mais experientes do estado.

 

O problema é que experiência não aparece no IPS se não se traduz em progresso mensurável. E os números mostram que, entre 2024 e 2026, Teresina simplesmente andou para trás — enquanto 201 cidades piauienses avançaram, algumas partindo de bases muito piores.

 


 

5. O que as cidades que mais evoluíram podem ensinar

5.1. Dinheiro não é o limite. Nenhuma dessas cidades tem PIB per capita excepcional. São João da Varjota (R$ 10.370) e Murici dos Portelas (R$ 10.149) estão entre os PIBs mais baixos do estado — e ainda assim avançaram mais de 6 pontos. Isso desmonta a narrativa de que "só cresce quem tem recurso".

 

5.2. Inclusão Social é o fator comum mais forte. As 5 cidades têm índices de Inclusão Social altíssimos: Geminiano lidera com 95,28, seguido por Nossa Senhora de Nazaré (91,57), São João da Varjota (91,05) e Francisco Santos (89,03). Mesmo Murici, a de menor IPS entre as 5, tem 84,21. A gestão eficiente do CadÚnico e dos programas sociais parece ter correlação direta com a evolução do IPS.

 

5.3. Cada cidade teve um "motor" diferente — não existe fórmula única.

  • Geminiano cresceu via Moradia (90,45) e Inclusão Social (95,28)
  • São João da Varjota acelerou via Água e Saneamento (88,02)
  • Francisco Santos se destacou em Oportunidades (55,27) — a melhor entre as 5
  • Murici dos Portelas surpreendeu em Saúde e Bem-Estar (65,98) — mais que todas as outras
  • Nossa Senhora de Nazaré combinou Nutrição (75,7) com Segurança Pessoal (82,48)

 

5.4. Segurança Pessoal é um pilar que separa quem cresce de quem estagna. Enquanto Teresina amarga 37,06 no indicador, Francisco Santos tem 81,74, Nossa Senhora de Nazaré 82,48 e Murici dos Portelas 82,42. Cidades que cuidam da segurança — mesmo sem ser função direta do prefeito — colhem resultados no IPS.

 

5.5. Porte pequeno, mas gestão grande. Todas têm entre 4.430 e 10.210 habitantes. São municípios de pequeno porte, onde a gestão municipal consegue produzir resultados mensuráveis em ciclos mais curtos. A lição: tamanho não é desculpa.

 

5.6. Partido único, mas não é determinante. As 5 são PSD. Mas o mesmo PSD está em 9 dos 23 municípios que regrediram. O partido não é a variável. O que importa é o que cada gestão fez com o tempo que teve.


 

6. Roteiro propositivo: 5 caminhos para os gestores públicos

Com base nos dados, o FAROL MUNICIPAL faz uso do MGI-Método Gestão de Impacto, para propor um roteiro construtivo aos gestores dos 23 municípios — e para todos os que querem evitar cair na mesma lista:

 

1. Diagnóstico dimensional preciso — O IPS é composto por três dimensões: Necessidades Humanas Básicas (saúde, saneamento, moradia, segurança), Fundamentos do Bem-Estar (educação, acesso à informação, meio ambiente) e Oportunidades (direitos individuais, inclusão, acesso à educação superior). Cada município precisa identificar qual dimensão específica está puxando o índice para baixo. Sem esse diagnóstico, qualquer ação é um tiro no escuro.

 

2. Benchmarking com pares similares — Geminiano, Nossa Senhora de Nazaré e São João da Varjota partiram de bases semelhantes às de Assunção do Piauí, Bonfim do Piauí e Dirceu Arcoverde. O que essas cidades fizeram de diferente em saúde básica, saneamento ou educação? Uma troca de experiências estruturada entre gestores desses municípios poderia gerar insights valiosos.

 

3. Atenção especial ao Vale dos Rios Piauí e Itaueira — Com 4 municípios na lista, este território merece um plano de desenvolvimento regional integrado. A queda de Floriano, que era a referência da região, pode ter efeito cascata sobre os municípios vizinhos.

 

4. Continuidade com correção de rota — Para os 11 prefeitos reeleitos que regrediram, o dado é um alerta de que as políticas implementadas não produziram o efeito desejado. Não é hora de mudar tudo, mas de avaliar o que não funcionou e ajustar. O IPS 2027 será o verdadeiro teste.

 

5. Aproveitar a margem de melhoria — Vinte dos 23 municípios partiram de patamares entre 55 e 60 pontos. Isso significa que há espaço mais que suficiente para avançar. Políticas focadas em saneamento básico, cobertura de saúde da família e acesso à educação fundamental costumam ter alto retorno no IPS em prazos de 1 a 4 anos.


Resumindo

  • O Piauí avançou de 56,05 para 60,48 na média estadual — 201 cidades evoluíram ou se mantiveram estáveis
  • 23 municípios regrediram, mas 11 tiveram queda inferior a 1 ponto — o problema real está concentrado em 7 casos
  • Assunção do Piauí (-2,05) e Caridade do Piauí (-1,83) tiveram as maiores quedas
  • Geminiano (+6,92) e Nossa Senhora de Nazaré (+6,78) mostram que é possível acelerar mesmo partindo de bases baixas
  • Partido político não é fator relevante — a regressão é um fenômeno de gestão local
  • O Vale dos Rios Piauí e Itaueira concentra o maior número de casos (4 municípios)
  • O IPS não é uma sentença — é um diagnóstico. E diagnóstico é o primeiro passo para a cura

Nota metodológica: O IPS Brasil (Índice de Progresso Social) mede o bem-estar das populações em escala de 0 a 100, a partir de três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Todos os dados desta reportagem foram extraídos do IPS Brasil 2026 (ipsbrasil.org.br) e do Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br).


Ajude-nos a melhorar!

Esta reportagem foi construída exclusivamente a partir do cruzamento de bases de dados públicas e oficiais: o IPS Brasil 2026 (Imazon) e o TSE. Cada número aqui publicado pode ser verificado por qualquer cidadão nas fontes originais.

 

Diferentemente do procedimento jornalístico clássico, esta edição não buscou previamente as prefeituras dos municípios citados para comentar os dados. A razão é simples e deve ser dita com a transparência que o leitor merece: o Farol Municipal é um veículo em estruturação, e o ciclo de apuração desta primeira investigação se encerrou antes que os contatos institucionais fossem estabelecidos.

 

Isso não diminui a obrigação do jornalismo de publicar — os dados são públicos, a metodologia do IPS é aberta e os números falam por si. Mas significa que esta é uma reportagem aberta, não um veredicto final.

 

O espaço para manifestação está aberto. As prefeituras citadas podem, a qualquer tempo, enviar suas respostas, esclarecimentos ou contestações à redação. A reportagem será imediatamente atualizada com a versão de cada gestor, e uma nova edição será publicada com as réplicas na íntegra — sem cortes, sem edições que descaracterizem o teor.

 

Acreditamos que o jornalismo não é um monólogo sobre os fatos, mas um diálogo com a realidade. E este diálogo está apenas começando. Fale conosco: Whatsapp 89.99465-9661.

 

 

Por: Wedson Bezerra Pereira – Analista Sênior em Gestão Pública. Criador do MGI – Método Gestão de Impacto.
Do FAROL MUNICIPAL, em Teresina-PI, 25 de julho de 2026

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