Juazeiro, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão são as melhores cidades pra se viver no território Carnaubais
No cenário da gestão pública piauiense, um grupo de municípios no Território de Desenvolvimento Carnaubais está redefinindo o conceito de sucesso administrativo. Longe de se limitarem a indicadores econômicos tradicionais, cidades como Juazeiro do Piauí, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão do Piauí estão colhendo os frutos de uma estratégia focada no impacto real na vida das pessoas.
Cachoeira da Bica, em Juazeiro do PI – Imagem da internet
Tem um canto do Piauí onde a gestão pública descobriu o segredo que muitos ainda procuram: não é o tamanho da arrecadação que define o sucesso de uma cidade — é o tamanho do cuidado com a gente. No Território de Desenvolvimento Carnaubais, cinco municípios decidiram apostar nisso. E os números acabaram de provar que a aposta valeu a pena.
O IPS Brasil 2026 — o mais rigoroso índice de progresso social do país — colocou Juazeiro do Piauí, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão do Piauí entre os 30 melhores municípios do estado. Quase 200 cidades piauienses ficaram para trás. E o detalhe que torna essa história ainda mais bonita: em quatro dos cinco, o gestor que entregou esses resultados foi o mesmo que a população reconduziu nas urnas de 2024. Reeleição que o IPS acabou de referendar.
O quinteto de ouro dos Carnaubais
Juazeiro do Piauí — IPS 63,50 | 1º do território, 6º do Piauí
O orgulho dos Carnaubais. Com o melhor índice do território e a 6ª colocação estadual, Juazeiro figura entre as 1.445 melhores cidades do Brasil. Sob a gestão reeleita de Wilson Gomes (MDB), o município avançou +3,92 pontos entre 2024 e 2026 — e o mais impressionante é onde essa liderança aparece: Juazeiro tem o melhor índice de Oportunidades do território (53,67), a melhor Saúde e Bem-Estar (69,94) e o melhor Acesso à Educação Superior (45,72) entre os 16 municípios. Em outras palavras: a cidade não só cuida do básico — ela abre portas.
Cocal de Telha — IPS 62,90 | 2º do território, 11º do Piauí
Vizinha e vice-líder. Sob Karyne do Rodrigão (PSD), reeleita, Cocal de Telha ostenta a melhor Necessidades Humanas Básicas de todo o território (79,34) — um primor em nutrição, moradia e segurança que a coloca entre as 1.714 melhores do Brasil. Foi líder em 2024; hoje é a mais consistente. E consistência, no jogo da gestão pública, é raridade.
Nossa Senhora de Nazaré — IPS 62,75 | 3º do território, 14º do Piauí
A grande surpresa positiva. Sob Zé Henrique (PSD), reeleito, o município registrou a maior evolução de todo o território: +6,78 pontos em dois anos — o salto de 55,97 para 62,75 que muitos levariam uma década para dar. E não é só o índice geral que impressiona: Nazaré tem o melhor Direitos Individuais do território (41,01), prova de que a gestão também cuidou daquilo que não aparece em obra de concreto: respeito ao cidadão.
Boa Hora — IPS 61,91 | 4º do território, 21º do Piauí
O nome já diz: é boa hora de morar em Boa Hora. Com Professor Dominguinhos (PT) eleito pra primeiro mandato, o município subiu +4,59 pontos, alcançando a 21ª posição no estado. O destaque é o equilíbrio: Fundamentos do Bem-Estar em 64,82 — o segundo melhor do território — com saúde (67,46) e meio ambiente (58,33) caminhando juntos. Progresso sem deixar ninguém para trás.
Boqueirão do Piauí — IPS 61,49 | 5º do território, 28º do Piauí
O time que mais cresceu no ranking interno. Boqueirão saltou da 9ª para a 5ª posição do território com +4,88 pontos — a segunda melhor evolução do Carnaubais — sob a gestão reeleita de Genir Ferreira (PT). Mas o dado que merece aplauso é outro: o município tem o melhor Índice de Inclusão Social do território (93,52). Ninguém fica de fora em Boqueirão.
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Município |
Prefeito(a) |
Partido |
Status |
IPS 2026 |
Posição PI |
Evolução 24-26 |
|
Juazeiro do Piauí |
Wilson Gomes |
MDB |
Reeleito |
63,50 |
6º |
+3,92 |
|
Cocal de Telha |
Karyne do Rodrigão |
PSD |
Reeleito |
62,90 |
11º |
+2,40 |
|
Nossa Senhora de Nazaré |
Zé Henrique |
PSD |
Reeleito |
62,75 |
14º |
+6,78 |
|
Boa Hora |
Professor Dominguinhos |
PT |
Novo mandato |
61,91 |
21º |
+4,59 |
|
Boqueirão do Piauí |
Genir Ferreira |
PT |
Reeleito |
61,49 |
28º |
+4,88 |
Fonte: ipsbrasil.org.br
🔍 O que os números significam na prática
O IPS não mede dinheiro — mede vida. Ele olha para o que chega na ponta: se a água é tratada, se as crianças aprendem, se a saúde funciona, se as pessoas têm direitos, voz e oportunidade. Quando Juazeiro alcança 63,50, isso quer dizer que sua gente vive melhor que a de centenas de cidades brasileiras. Quando Nazaré avança +6,78, quer dizer que, em dois anos, milhares de famílias passaram a acessar o que antes era distante.
|
Município |
IPS 2026 |
Necessidades Básicas |
Bem-Estar |
Oportunidades |
|
Juazeiro do Piauí |
63,50 |
73,55 |
63,29 |
53,67 |
|
Cocal de Telha |
62,90 |
79,34 |
64,05 |
45,30 |
|
Nossa Senhora de Nazaré |
62,75 |
74,70 |
61,56 |
51,99 |
|
Boa Hora |
61,91 |
72,56 |
64,82 |
48,35 |
|
Boqueirão do Piauí |
61,49 |
77,57 |
59,73 |
47,16 |
Fonte: ipsbrasil.org.br
E não é coincidência que esses cinco estejam no mesmo território. Há um efeito de contágio positivo: quando uma cidade acerta, a vizinha aprende, e a competição saudável pelo topo eleva o padrão de todas. É o Carnaubais ensinando o Piauí a fazer gestão que transforma.
📚 A bússola do bem-estar: como o IPS enxerga a qualidade de vida
Para entender essa conquista, vale conhecer o instrumento. O IPS — Índice de Progresso Social nasceu da organização global sem fins lucrativos Social Progress Imperative e foi adaptado à realidade brasileira por uma coalizão de peso: o IPS Brasil, o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a Fundação Avina e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia.
Diferente dos indicadores tradicionais que se curvam ao Produto Interno Bruto, o IPS é uma bússola social rigorosa: ignora o quanto a cidade produz de riqueza financeira e foca exclusivamente no que chega ao cidadão. A metodologia reúne 57 indicadores sociais e ambientais de fontes públicas oficiais em uma nota de 0 a 100, organizada em três dimensões e doze componentes:
- Necessidades Humanas Básicas: nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal.
- Fundamentos do Bem-Estar: acesso ao conhecimento básico, acesso à informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente.
- Oportunidades: direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.
O índice avalia ainda cobertura vacinal, hospitalizações, mortalidade, subnutrição, coleta de lixo, homicídios, evasão escolar, cobertura de internet 4G/5G, expectativa de vida, obesidade, supressão de vegetação, acesso a programas de direitos humanos, cultura e lazer, gravidez na adolescência, praças e parques, famílias em situação de rua, violência contra mulheres e negros, mulheres com ensino superior empregadas e a nota mediana no Enem, entre outros.
Em resumo: no IPS, não adianta ter PIB alto se a vida do povo não melhora. E é exatamente por isso que o topo do ranking, aqui, tem sabor de conquista real.
🎯 O que o MGI tem a ver com isso?
O Método Gestão de Impacto (MGI) define essa conquista como Narrativa de Valor: a capacidade de transformar investimentos públicos em progresso social tangível e percebido pela população — validado por um índice internacional. Os cinco municípios do Carnaubais não chegaram ao topo por acaso. Eles construíram, cada um à sua maneira, uma gestão que prioriza o impacto sobre o gasto.
O MGI sugere que esse padrão vire rotina:
- Blindar a estratégia: transformar o bom resultado em política de Estado, não de governo — para que o progresso não dependa de quem está no cargo.
- Cruzar os dados: acompanhar não apenas o índice geral, mas as dimensões onde cada cidade ainda deixa pontos na mesa — porque é lá que mora o próximo salto.
- Celebrar com métrica: usar o IPS como termômetro permanente de gestão, comunicando à população, com transparência, o que já melhorou e o que ainda vem.
Para os gestores dessas cinco cidades — Wilson, Karyne, Zé, Dominguinhos e Genir —, e para as equipes que os acompanham, o recado é doce, mas carrega um compromisso: aproveitem o momento. Celebrem. Mas não parem.
👀 E os outros? O Carnaubais inteiro está de olho
O território tem 16 municípios. Cinco voam alto; os demais estão em diferentes estágios da jornada — e vários já engataram recuperação. A média do território é 59,40, um número que esconde tanto o brilho do topo quanto a chance da base.
Sigefredo Pacheco (60,69) e Jatobá do Piauí (60,47) estão logo atrás do grupo de elite, prontos para o salto. Campo Maior (59,89) tem a melhor Fundamentos do Bem-Estar do território (65,13). Castelo do Piauí (58,27) subiu com +4,03 pontos. São João da Serra (56,70) avançou +3,88 com gestão reeleita — sinal de que o rumo pode estar se acertando. E os que ainda enfrentam desafios profundos, como Assunção do Piauí (55,01) e São Miguel do Tapuio (55,48), têm em mãos a mesma ferramenta que elevou o quinteto: dados claros, diagnóstico feito e uma gestão disposta a mudar.
|
Posição |
Município |
IPS 2026 |
Posição Piauí |
Posição Brasil |
Evolução |
|
1º |
Juazeiro do Piauí |
63,50 |
6º |
1.445º |
+3,92 |
|
2º |
Cocal de Telha |
62,90 |
11º |
1.714º |
+2,40 |
|
3º |
Nossa Senhora de Nazaré |
62,75 |
14º |
1.781º |
+6,78 |
|
4º |
Boa Hora |
61,91 |
21º |
2.128º |
+4,59 |
|
5º |
Boqueirão do Piauí |
61,49 |
28º |
2.325º |
+4,88 |
|
6º |
Sigefredo Pacheco |
60,69 |
44º |
2.717º |
+2,40 |
|
7º |
Jatobá do Piauí |
60,47 |
52º |
2.815º |
+2,35 |
|
8º |
Campo Maior |
59,89 |
64º |
3.085º |
+1,66 |
|
9º |
Capitão de Campos |
59,78 |
71º |
3.141º |
+3,40 |
|
10º |
Buriti dos Montes |
58,29 |
114º |
3.844º |
+1,61 |
|
11º |
Castelo do Piauí |
58,27 |
117º |
3.863º |
+4,03 |
|
12º |
Cabeceiras do Piauí |
57,25 |
147º |
4.285º |
+2,68 |
|
13º |
São João da Serra |
56,70 |
162º |
4.485º |
+3,88 |
|
14º |
Novo Santo Antônio |
55,99 |
176º |
4.710º |
+1,24 |
|
15º |
São Miguel do Tapuio |
55,48 |
188º |
4.843º |
+2,87 |
|
16º |
Assunção do Piauí |
55,01 |
193º |
4.957º |
-2,05 |
|
Média do território |
59,40 |
— |
— |
+2,92 |
💬 O recado final
O IPS Brasil 2026 já está publicado. Os números são frios, mas a história que contam é quente: no Território dos Carnaubais, há cidades onde se vive muito bem — e há gestores que provaram, com reeleição e resultado, que isso não é sorte, é escolha.
Juazeiro, Cocal de Telha, Nazaré, Boa Hora e Boqueirão escreveram um capítulo bonito. Mas o calendário não para. Ano que vem tem IPS 2027 — e ele não vai olhar para o retrovisor. Vai perguntar: quem subiu mais? Quem se manteve? E quem descobriu que ainda havia chão?
O recado fica no ar, doce e desafiador: não se acomodem. A melhor cidade pra se viver não é a que tem o maior PIB — é a que cuida melhor da sua gente. E sempre dá para cuidar melhor.
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