CARNAUBAIS

Juazeiro, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão são as melhores cidades pra se viver no território Carnaubais

No cenário da gestão pública piauiense, um grupo de municípios no Território de Desenvolvimento Carnaubais está redefinindo o conceito de sucesso administrativo. Longe de se limitarem a indicadores econômicos tradicionais, cidades como Juazeiro do Piauí, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão do Piauí estão colhendo os frutos de uma estratégia focada no impacto real na vida das pessoas.

25 de julho de 2026 às 15:59 22 visualizações

Cachoeira da Bica, em Juazeiro do PI – Imagem da internet

Tem um canto do Piauí onde a gestão pública descobriu o segredo que muitos ainda procuram: não é o tamanho da arrecadação que define o sucesso de uma cidade — é o tamanho do cuidado com a gente. No Território de Desenvolvimento Carnaubais, cinco municípios decidiram apostar nisso. E os números acabaram de provar que a aposta valeu a pena.

 

O IPS Brasil 2026 — o mais rigoroso índice de progresso social do país — colocou Juazeiro do Piauí, Cocal de Telha, Nossa Senhora de Nazaré, Boa Hora e Boqueirão do Piauí entre os 30 melhores municípios do estado. Quase 200 cidades piauienses ficaram para trás. E o detalhe que torna essa história ainda mais bonita: em quatro dos cinco, o gestor que entregou esses resultados foi o mesmo que a população reconduziu nas urnas de 2024. Reeleição que o IPS acabou de referendar.


 

O quinteto de ouro dos Carnaubais

Juazeiro do Piauí — IPS 63,50 | 1º do território, 6º do Piauí

O orgulho dos Carnaubais. Com o melhor índice do território e a 6ª colocação estadual, Juazeiro figura entre as 1.445 melhores cidades do Brasil. Sob a gestão reeleita de Wilson Gomes (MDB), o município avançou +3,92 pontos entre 2024 e 2026 — e o mais impressionante é onde essa liderança aparece: Juazeiro tem o melhor índice de Oportunidades do território (53,67), a melhor Saúde e Bem-Estar (69,94) e o melhor Acesso à Educação Superior (45,72) entre os 16 municípios. Em outras palavras: a cidade não só cuida do básico — ela abre portas.

 

Cocal de Telha — IPS 62,90 | 2º do território, 11º do Piauí

Vizinha e vice-líder. Sob Karyne do Rodrigão (PSD), reeleita, Cocal de Telha ostenta a melhor Necessidades Humanas Básicas de todo o território (79,34) — um primor em nutrição, moradia e segurança que a coloca entre as 1.714 melhores do Brasil. Foi líder em 2024; hoje é a mais consistente. E consistência, no jogo da gestão pública, é raridade.

 

Nossa Senhora de Nazaré — IPS 62,75 | 3º do território, 14º do Piauí

A grande surpresa positiva. Sob Zé Henrique (PSD), reeleito, o município registrou a maior evolução de todo o território: +6,78 pontos em dois anos — o salto de 55,97 para 62,75 que muitos levariam uma década para dar. E não é só o índice geral que impressiona: Nazaré tem o melhor Direitos Individuais do território (41,01), prova de que a gestão também cuidou daquilo que não aparece em obra de concreto: respeito ao cidadão.

 

Boa Hora — IPS 61,91 | 4º do território, 21º do Piauí

O nome já diz: é boa hora de morar em Boa Hora. Com Professor Dominguinhos (PT) eleito pra primeiro mandato, o município subiu +4,59 pontos, alcançando a 21ª posição no estado. O destaque é o equilíbrio: Fundamentos do Bem-Estar em 64,82 — o segundo melhor do território — com saúde (67,46) e meio ambiente (58,33) caminhando juntos. Progresso sem deixar ninguém para trás.

 

Boqueirão do Piauí — IPS 61,49 | 5º do território, 28º do Piauí

O time que mais cresceu no ranking interno. Boqueirão saltou da 9ª para a 5ª posição do território com +4,88 pontos — a segunda melhor evolução do Carnaubais — sob a gestão reeleita de Genir Ferreira (PT). Mas o dado que merece aplauso é outro: o município tem o melhor Índice de Inclusão Social do território (93,52). Ninguém fica de fora em Boqueirão.

 

Município

Prefeito(a)

Partido

Status

IPS 2026

Posição PI

Evolução 24-26

Juazeiro do Piauí

Wilson Gomes

MDB

Reeleito

63,50

6º

+3,92

Cocal de Telha

Karyne do Rodrigão

PSD

Reeleito

62,90

11º

+2,40

Nossa Senhora de Nazaré

Zé Henrique

PSD

Reeleito

62,75

14º

+6,78

Boa Hora

Professor Dominguinhos

PT

Novo mandato

61,91

21º

+4,59

Boqueirão do Piauí

Genir Ferreira

PT

Reeleito

61,49

28º

+4,88

Fonte: ipsbrasil.org.br


 

🔍 O que os números significam na prática

O IPS não mede dinheiro — mede vida. Ele olha para o que chega na ponta: se a água é tratada, se as crianças aprendem, se a saúde funciona, se as pessoas têm direitos, voz e oportunidade. Quando Juazeiro alcança 63,50, isso quer dizer que sua gente vive melhor que a de centenas de cidades brasileiras. Quando Nazaré avança +6,78, quer dizer que, em dois anos, milhares de famílias passaram a acessar o que antes era distante.

 

Município

IPS 2026

Necessidades Básicas

Bem-Estar

Oportunidades

Juazeiro do Piauí

63,50

73,55

63,29

53,67

Cocal de Telha

62,90

79,34

64,05

45,30

Nossa Senhora de Nazaré

62,75

74,70

61,56

51,99

Boa Hora

61,91

72,56

64,82

48,35

Boqueirão do Piauí

61,49

77,57

59,73

47,16

Fonte: ipsbrasil.org.br

 

E não é coincidência que esses cinco estejam no mesmo território. Há um efeito de contágio positivo: quando uma cidade acerta, a vizinha aprende, e a competição saudável pelo topo eleva o padrão de todas. É o Carnaubais ensinando o Piauí a fazer gestão que transforma.

 


📚 A bússola do bem-estar: como o IPS enxerga a qualidade de vida

Para entender essa conquista, vale conhecer o instrumento. O IPS — Índice de Progresso Social nasceu da organização global sem fins lucrativos Social Progress Imperative e foi adaptado à realidade brasileira por uma coalizão de peso: o IPS Brasil, o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a Fundação Avina e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

 

Diferente dos indicadores tradicionais que se curvam ao Produto Interno Bruto, o IPS é uma bússola social rigorosa: ignora o quanto a cidade produz de riqueza financeira e foca exclusivamente no que chega ao cidadão. A metodologia reúne 57 indicadores sociais e ambientais de fontes públicas oficiais em uma nota de 0 a 100, organizada em três dimensões e doze componentes:

 

  • Necessidades Humanas Básicas: nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal.
  • Fundamentos do Bem-Estar: acesso ao conhecimento básico, acesso à informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente.
  • Oportunidades: direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.

 

O índice avalia ainda cobertura vacinal, hospitalizações, mortalidade, subnutrição, coleta de lixo, homicídios, evasão escolar, cobertura de internet 4G/5G, expectativa de vida, obesidade, supressão de vegetação, acesso a programas de direitos humanos, cultura e lazer, gravidez na adolescência, praças e parques, famílias em situação de rua, violência contra mulheres e negros, mulheres com ensino superior empregadas e a nota mediana no Enem, entre outros.

 

Em resumo: no IPS, não adianta ter PIB alto se a vida do povo não melhora. E é exatamente por isso que o topo do ranking, aqui, tem sabor de conquista real.


 

🎯 O que o MGI tem a ver com isso?

O Método Gestão de Impacto (MGI) define essa conquista como Narrativa de Valor: a capacidade de transformar investimentos públicos em progresso social tangível e percebido pela população — validado por um índice internacional. Os cinco municípios do Carnaubais não chegaram ao topo por acaso. Eles construíram, cada um à sua maneira, uma gestão que prioriza o impacto sobre o gasto.

 

O MGI sugere que esse padrão vire rotina:

  • Blindar a estratégia: transformar o bom resultado em política de Estado, não de governo — para que o progresso não dependa de quem está no cargo.
  • Cruzar os dados: acompanhar não apenas o índice geral, mas as dimensões onde cada cidade ainda deixa pontos na mesa — porque é lá que mora o próximo salto.
  • Celebrar com métrica: usar o IPS como termômetro permanente de gestão, comunicando à população, com transparência, o que já melhorou e o que ainda vem.

 

Para os gestores dessas cinco cidades — Wilson, Karyne, Zé, Dominguinhos e Genir —, e para as equipes que os acompanham, o recado é doce, mas carrega um compromisso: aproveitem o momento. Celebrem. Mas não parem.


 

👀 E os outros? O Carnaubais inteiro está de olho

O território tem 16 municípios. Cinco voam alto; os demais estão em diferentes estágios da jornada — e vários já engataram recuperação. A média do território é 59,40, um número que esconde tanto o brilho do topo quanto a chance da base.

 

Sigefredo Pacheco (60,69) e Jatobá do Piauí (60,47) estão logo atrás do grupo de elite, prontos para o salto. Campo Maior (59,89) tem a melhor Fundamentos do Bem-Estar do território (65,13). Castelo do Piauí (58,27) subiu com +4,03 pontos. São João da Serra (56,70) avançou +3,88 com gestão reeleita — sinal de que o rumo pode estar se acertando. E os que ainda enfrentam desafios profundos, como Assunção do Piauí (55,01) e São Miguel do Tapuio (55,48), têm em mãos a mesma ferramenta que elevou o quinteto: dados claros, diagnóstico feito e uma gestão disposta a mudar.

 

Posição

Município

IPS 2026

Posição Piauí

Posição Brasil

Evolução

1º

Juazeiro do Piauí

63,50

6º

1.445º

+3,92

2º

Cocal de Telha

62,90

11º

1.714º

+2,40

3º

Nossa Senhora de Nazaré

62,75

14º

1.781º

+6,78

4º

Boa Hora

61,91

21º

2.128º

+4,59

5º

Boqueirão do Piauí

61,49

28º

2.325º

+4,88

6º

Sigefredo Pacheco

60,69

44º

2.717º

+2,40

7º

Jatobá do Piauí

60,47

52º

2.815º

+2,35

8º

Campo Maior

59,89

64º

3.085º

+1,66

9º

Capitão de Campos

59,78

71º

3.141º

+3,40

10º

Buriti dos Montes

58,29

114º

3.844º

+1,61

11º

Castelo do Piauí

58,27

117º

3.863º

+4,03

12º

Cabeceiras do Piauí

57,25

147º

4.285º

+2,68

13º

São João da Serra

56,70

162º

4.485º

+3,88

14º

Novo Santo Antônio

55,99

176º

4.710º

+1,24

15º

São Miguel do Tapuio

55,48

188º

4.843º

+2,87

16º

Assunção do Piauí

55,01

193º

4.957º

-2,05

 

Média do território

59,40

—

—

+2,92


💬 O recado final

O IPS Brasil 2026 já está publicado. Os números são frios, mas a história que contam é quente: no Território dos Carnaubais, há cidades onde se vive muito bem — e há gestores que provaram, com reeleição e resultado, que isso não é sorte, é escolha.

 

Juazeiro, Cocal de Telha, Nazaré, Boa Hora e Boqueirão escreveram um capítulo bonito. Mas o calendário não para. Ano que vem tem IPS 2027 — e ele não vai olhar para o retrovisor. Vai perguntar: quem subiu mais? Quem se manteve? E quem descobriu que ainda havia chão?

 

O recado fica no ar, doce e desafiador: não se acomodem. A melhor cidade pra se viver não é a que tem o maior PIB — é a que cuida melhor da sua gente. E sempre dá para cuidar melhor.

 

 

Por: Wedson Bezerra Pereira – Analista Sênior em Gestão Pública. Criador do MGI – Método Gestão de Impacto.
Do FAROL MUNICIPAL, em Teresina-PI, 25 de julho de 2026

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