COCAIS

Cocais: o território pequeno no mapa, gigante no potencial de crescimento

Com 22 municípios e uma evolução média de 1,69 ponto no IPS, a região dos Cocais mostra que até os menores territórios podem dar passos largos — mas a disparidade entre as cidades acende um alerta

27 de julho de 2026 às 17:28 46 visualizações

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O Território dos Cocais é um dos menores do Piauí em extensão, encravado entre a Planície Litorânea, Carnaubais e Entre Rios. Mas seus números contam uma história que nenhum gestor da região deveria ignorar. Com uma média de 57,94 pontos no IPS 2026 e evolução média de 1,69 ponto em relação a 2024, os 22 municípios dos Cocais mostram que é possível avançar.

 

O dado, no entanto, esconde uma realidade que todo prefeito da região deveria enxergar: enquanto algumas cidades aceleraram forte, outras retrocederam — e o território como um todo ainda tem um longo caminho pela frente.

 

O raio-x do território

Município Prefeito Partido Status Índice IPS 2026 Posição no Território Posição Piauí 2026 Índice Evolução 2026 -2024 Posição Evolução Território
Brasileira Ranieri Mazzille REPUBLICANOS Novo Mandato 61,56 1 26 1,03 16
Piripiri Jôve Oliveira PT Reeleito 60,92 2 37 4,27 2
São João da Fronteira Marcos Mateus MDB Novo Mandato 60,67 3 45 1,39 12
Morro do Chapéu do Piauí Erikson Fenelon PSD Novo Mandato 60,64 4 47 3,7 3
Madeiro Alandelon  PSD Novo Mandato 59,4 5 85 3,11 6
Piracuruca Marcelo Jatobá PSD Novo Mandato 59,2 6 89 -1,33 22
Luzilândia Fernanda Marques PT Reeleito 58,93 7 95 1,01 17
Lagoa de São Francisco João Arilson PT Reeleito 58,28 8 115 2,16 7
Barras Edilson Capote PSD Reeleito 58,13 9 120 1,24 14
Porto Aluizio Vaz PT Novo Mandato 57,89 10 126 3,42 4
São João do Arraial Abdoral Melo PT Novo Mandato 57,72 11 131 3,23 5
Joaquim Pires Deyvison Cruz PT Reeleito 57,45 12 140 1,77 9
Pedro II Betinha Brandão MDB Reeleito 57,42 13 142 1,29 13
Joca Marques Fabianna Franco MDB Reeleito 56,91 14 153 1,01 18
Campo Largo do Piauí Jairo Leitão PSD Reeleito 56,83 15 154 4,41 1
Milton Brandão Evangelista Resende MDB Reeleito 56,8 16 157 1,8 8
Matias Olímpio Geno MDB Novo Mandato 56,73 17 160 1,52 11
São José do Divino Milton Gomes PP Novo Mandato 56,53 18 169 0,54 19
Domingos Mourão Nelda PT Reeleito 56,3 19 172 -0,56 20
Esperantina Ivanária Sampaio MDB Reeleito 56,29 20 173 -0,74 21
Batalha Zé Luiz do Frango PP Reeleito 55,37 21 189 1,63 10
Nossa Senhora dos Remédios Zé Fernando PSD Reeleito 54,79 22 196 1,23 15
MÉDIA       57,94     1,69  

FONTES: ipsbrasil.org.br e TSE

Brasileira lidera o ranking com 61,56 pontos, seguida por Piripiri (60,92) e São João da Fronteira (60,67). Na outra ponta, Nossa Senhora dos Remédios (54,79), Batalha (55,37) e Esperantina (56,29) fecham a lista.

 

Mas o dado que mais impressiona está na evolução. Campo Largo do Piauí saltou 4,41 pontos entre 2024 e 2026 — a maior evolução do território. Piripiri também avançou com força: +4,27. Morro do Chapéu do Piauí (+3,70) e Porto (+3,42) completam o grupo das cidades que mais aceleraram.

 

O que essas cidades fizeram de diferente? Não foi milagre orçamentário. Foi método.

 

Por outro lado, Piracuruca registrou -1,33 ponto de evolução, Domingos Mourão -0,56 e Esperantina -0,74. Três municípios que mostram que, sem integração entre as secretarias e sem um plano claro, os indicadores não apenas estagnam: podem cair.

 

Onde a gestão integrada faz a diferença

Os números por dimensão do IPS escancaram os gargalos dos Cocais. Em Moradia, o desempenho é razoável — Piripiri lidera com 87,27 e São José do Divino aparece com 86,42. Já em Oportunidades, o cenário é preocupante: Pedro II marca apenas 40,62, São João do Arraial 41,41 e Milton Brandão 41,65. A Segurança Pessoal também oscila brutalmente entre cidades vizinhas — Piripiri tem 46,03, enquanto Brasileira, Lagoa de São Francisco e Milton Brandão alcançam 83,30.

 

O que esses números revelam é que nenhuma secretaria resolve sozinha. Saúde, Educação e Saneamento — as três dimensões que mais pesam no índice — estão profundamente conectadas. Uma criança que abandona a escola não é apenas um problema da Educação: é um indicador que vai ecoar na Saúde, na Assistência Social e, mais tarde, nas Oportunidades.

 

Os gestores que entenderem essa lógica antes dos outros não vão apenas subir no ranking. Vão blindar o mandato.

 

Quem está na frente já percebeu

Dos 22 prefeitos do território, 9 iniciaram mandato em 2025 — entre eles Ranieri Mazzille (Republicanos), em Brasileira; e Erikson Fenelon (PSD), em Morro do Chapéu do Piauí; Os outros 13 foram reeleitos, como Edilson Capote (PSD), em Barras, Ivanária Sampaio (MDB), em Esperantina, e Jôve Oliveira (PT), em Piripiri, que comandou o segundo maior salto do território (4,27 pontos).

 

Mas a pergunta que paira sobre os Cocais é outra: os 22 municípios vão continuar evoluindo no mesmo ritmo? Ou alguns vão acelerar enquanto outros ficam para trás?

 

O histórico recente mostra que quem age de forma integrada colhe resultados mais rápidos. Quem espera, vê o abismo aumentar.

 

O caminho para a próxima virada

Não é preciso contratar consultorias milionárias nem esperar por novos recursos. O que separa uma gestão que avança de uma que patina é, muitas vezes, uma única tarde com as pessoas certas na mesma sala — olhando para os mesmos números e saindo de lá com um plano.

 

O Farol Municipal desenvolveu um formato de imersão presencial — dentro do próprio município, em apenas quatro horas — que já está ajudando prefeituras a integrar suas secretarias, identificar gargalos e desenhar um plano de metas para subir no ranking do IPS. Para os gestores do Território dos Cocais que quiserem entender como levar essa imersão para a sua cidade, a equipe do Farol está à disposição. Os primeiros municípios a se movimentarem tendem a colher os resultados mais expressivos.

 

O Território dos Cocais já provou que sabe evoluir. A questão agora é: quem vai liderar a próxima virada?

 

Por: Wedson Bezerra Pereira – Analista Sênior em Gestão Pública. Criador do MGI – Método Gestão de Impacto.
Do FAROL MUNICIPAL, em Teresina-PI, 27 de julho de 2026

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