Além do Papel Assinado: O que de fato muda no interior do Piauí com o decreto de emergência em 117 municípios?
Da burocracia que libera verbas de sobrevivência à tecnologia que desafia a seca, entenda o impacto real no bolso do produtor e no futuro do mel e do caju no semiárido.
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TERESINA – O Governo Piauí decretou situação de emergência em 117 municípios (confira a lista no final da matéria) em decorrência dos impactos da seca. A medida, válida pelo período de 180 dias, foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (26).
O decreto leva em conta a nota técnica emitida da Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos (Sampece), vinculada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que apontou o agravamento das condições de estiagem no território estadual.
Um ato burocrático com impacto direto na vida de mais de um milhão de piauienses. É o que representa o Decreto nº 24.692, assinado pelo governo estadual, que coloca 117 municípios do Piauí em situação de emergência devido à severidade da seca. Longe de ser apenas um papel assinado, a medida mexe nas estruturas fiscais e logísticas do Estado.
Abaixo, a reportagem especial do FAROL MUNICIPAL explica o que a decisão significa na prática, o caráter recorrente da crise hídrica e os reais benefícios para as regiões afetadas.
O que significa exatamente a "Situação de Emergência"?
Juridicamente, a situação de emergência é decretada quando um desastre natural — neste caso, a seca e a estiagem prolongada — afeta parcialmente a capacidade de resposta do poder público local.
Diferente do "estado de calamidade pública" (reservado para quando o colapso é total e destrutivo), a emergência sinaliza que as prefeituras precisam de ajuda imediata das esferas estadual e federal para garantir serviços essenciais. Significa que faltam água potável, umidade no solo e condições mínimas para manter a agricultura e a pecuária sem o suporte emergencial de fora.
O fenômeno da repetição: Os mesmos municípios todo ano?
Não necessariamente os mesmos, mas o núcleo afetado é altamente recorrente. O Piauí monitora suas cidades por meio de notas técnicas do Monitor de Secas e de órgãos climáticos (como a Sampece/Semarh).
- Rotatividade baseada em dados: O número flutua. Em anos anteriores, o estado chegou a colocar 129 municípios em emergência. No decreto atual, o número fechou em 117.
- O Semiárido fixo: Cidades localizadas nos territórios do Vale do Rio Guaribas, Chapada Vale do Itaim, Vale do Canindé, Vale dos Rios Piauí e Itaueira e Serra da Capivara aparecem quase todos os anos. Isso ocorre porque o estresse hídrico nessas regiões é geográfico e crônico, agravado pelas mudanças climáticas.
Implicações e Benefícios: O que muda para as cidades?
Estar na lista do decreto não é um demérito, mas uma ferramenta de sobrevivência fiscal e assistencial para os prefeitos. As principais vantagens práticas são:
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Benefício / Implicação |
Como funciona na prática |
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Burocracia Zero para Compras |
Prefeituras ganham o direito de dispensa de licitação para adquirir insumos urgentes, como aluguel de caminhões-pipa ou compra de cestas básicas. |
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Acesso a Verbas Federais |
Com o decreto estadual, o Governo Federal reconhece a emergência via portarias nacionais, liberando recursos extraordinários de apoio à Defesa Civil. |
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Operação Carro-Pipa |
Garante a continuidade e ampliação de programas de distribuição de água potável coordenados pelo Exército ou pela Defesa Civil do Estado. |
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Infraestrutura Crítica |
Facilita o envio de verbas destinadas à perfuração de poços artesianos, instalação de cisternas coletivas e recuperação de pequenas barragens. |
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Crédito e Renegociação |
Agricultores familiares e produtores locais das cidades listadas conseguem acionar o seguro-safra com maior facilidade e renegociar dívidas de crédito agrícola junto a bancos públicos. |
A vigência da medida é de 180 dias. Até lá, as cidades listadas operam sob um regime administrativo diferenciado para impedir o colapso do abastecimento no interior piauiense.
Municípios que mais enfrentam estiagens
No mapa da crise hídrica do Piauí, a seca tem endereços certos e históricos. O cruzamento de dados dos decretos publicados na última década revela um "núcleo duro" de cidades que enfrentam estresse hídrico crônico.
Abaixo estão listadas as cidades que mais repetiram presença nos decretos de emergência por seca e estiagem nos últimos dez anos, divididas pelas macrorregiões mais afetadas do semiárido piauiense:
1. Vale do Rio Guaribas
É a região com maior recorrência absoluta do estado. A densidade populacional rural associada ao solo cristalino faz com que os poços sequem rapidamente.
- Picos: Principal polo regional, lidera as aparições devido à vasta área rural dependente de carros-pipa.
- Fronteiras e Pio IX: Fortemente castigados pela perda de pastagens na pecuária caprina e ovina.
2. Chapada Vale do Itaim
- Paulistana: Praticamente onipresente na lista de emergência da década; inclusive com reconhecimentos federais recorrentes emitidos de forma isolada.
- Acauã e Betânia do Piauí: Municípios de IDH vulnerável e agricultura de subsistência que entram no decreto em quase 100% dos anos.
- Massapê do Piauí e Padre Marcos: Cidades vizinhas que enfrentam esgotamento crônico de mananciais.
2. Serra da Capivara
Marcada por longos períodos sem precipitação e altas temperaturas que aceleram a evaporação da água armazenada.
- São Raimundo Nonato: Aparece de forma sistemática nos decretos do meio e fim de ano devido ao colapso do abastecimento rural.
- Anísio de Abreu, Caracol e Jurema: Municípios vizinhos ao Parque Nacional que registram os menores índices pluviométricos do estado a cada ano.
3. Vale do Canindé
- Oeiras: O maior centro urbano dessa faixa repete presença anualmente para garantir o repasse de verbas de suporte à zona rural.
- Simplício Mendes: Cidade de transição que sofre severamente com a elevação extrema de temperatura no período do B-R-O Bró (setembro a dezembro).
O Perfil da Recorrência
Para estas cidades, o decreto não reflete um desastre repentino, mas sim um mecanismo sazonal obrigatório para manter o abastecimento ativo. Sem os decretos contínuos, os prefeitos desses municípios perderiam o amparo legal para contratar os caminhões-pipa que abastecem as comunidades isoladas onde a água encanada ainda não chegou.
A repetição crônica dos decretos de emergência no semiárido piauiense não afeta apenas o abastecimento de água potável; ela dita o ritmo da economia local. O núcleo de municípios mais castigados pela seca — especialmente nas regiões de Picos, São Raimundo Nonato e Oeiras — coincide exatamente com o maior polo produtor de mel de abelha e de caju do estado.
Para a reportagem, a perda financeira e social nessas duas cadeias produtivas revela o lado mais amargo da crise climática.
O Impacto na Apicultura: Colmeias Vazias e Êxodo de Abelhas
Apicultor em atividade (Imagem de internet)
O Piauí figura historicamente entre os maiores exportadores de mel do Brasil, tendo a região de Picos como sua capital simbólica. No entanto, a seca recorrente ataca a atividade em três frentes:
- Morte da Flora Nativa (Caatinga): Sem chuva regular, a vegetação nativa da Caatinga não floresce (especialmente árvores como a marmeleiro e o angico). Sem flores, não há néctar.
- Abandono e Morte de Enxames: Com fome e sede, as abelhas morrem ou abandonam as colmeias em busca de áreas mais úmidas. Em anos de seca extrema, apicultores chegam a perder até 60% da população de suas caixas.
- Prejuízo Econômico: O produtor perde a safra e ainda precisa arcar com custos extras para alimentar as abelhas artificialmente (com xaropes de açúcar) e transportar água até os apiários. A receita despenca, afetando milhares de famílias da agricultura familiar que dependem do cooperativismo do mel.
O Impacto na Cajucultura: Queda de Frutos e Envelhecimento dos Pomares
Plantio de caju ameaçada pela seca e pragas (Imagem de internet)
A produção de caju (para a venda da castanha e o aproveitamento do pedúnculo para cajuína, doces e sucos) é a espinha dorsal de cidades como Pio IX, Santo Antonio de Lisboa, Fronteiras e Jaicós. A repetição da estiagem desestrutura o setor:
- Abortamento de Flores: O cajueiro é uma planta resistente, mas o calor extremo associado à falta crônica de umidade no solo faz com que a árvore aborte as flores antes que elas virem frutos.
- Castanhas Menores e Desvalorizadas: Os frutos que conseguem vingar crescem miúdos. Na hora da comercialização, a castanha perde valor de mercado porque a indústria exige calibres maiores.
- Morte de Pomares e Falta de Renovação: Anos sucessivos de seca enfraquecem as plantas mais velhas, que morrem por estresse hídrico ou pragas (como a broca-do-tronco ou a mosca-branca). O agricultor, descapitalizado, não consegue investir no plantio de mudas de cajueiro anão-precoce, que são mais produtivas e resistentes.
O Efeito Cascata na Economia Local
Quando o mel e o caju falham, o comércio das pequenas cidades do interior "trava".
- Queda no Poder de Compra: Sem o dinheiro da safra (que costuma circular fortemente entre o segundo semestre e o início do ano), as vendas em mercadinhos, farmácias e lojas de confecção despencam.
- Dependência de Auxílios: A população rural passa a depender exclusivamente de programas sociais (como o Bolsa Família), do Garantia-Safra e das aposentadorias rurais para sobreviver.
- Endividamento: O agricultor que pegou crédito em bancos públicos (como o Banco do Nordeste) para investir em equipamentos ou colmeias não consegue pagar as parcelas, gerando a necessidade de renegociações de dívidas intermediadas pelos decretos de emergência.
O cenário mostra que o decreto de emergência funciona como um "remédio para estancar o sangramento", mas não cura a doença crônica da falta de convivência estrutural com o semiárido.
O "Colchão Coletivo" da Crise: Os Dados do Garantia-Safra no Piauí
Para os pequenos produtores atingidos pela estiagem crônica, o Programa Garantia-Safra atua como uma rede de proteção financeira indispensável. Vinculado ao Pronaf do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o seguro é focado exclusivamente em agricultores familiares de baixa renda (até 1,5 salário-mínimo) que cultivam entre 0,6 e 5 hectares de culturas básicas (como feijão, milho, arroz e mandioca).
- O Valor do Seguro: Atualmente, o benefício é pago no valor de R$ 1.200,00 por agricultor. O pagamento é liberado em parcela única diretamente pela Caixa Econômica Federal, seguindo o calendário habitual de benefícios sociais.
- O Gatilho de Ativação: O seguro não é liberado automaticamente. É necessário que órgãos técnicos (como Embrapa e IBGE) e laudos de vistoria in loco comprovem uma perda mínima de 40% a 50% da produção de grãos de subsistência no município devido à seca ou ao excesso hídrico.
- Impacto Econômico: No Piauí, a liberação de lotes do programa chega a injetar mais de R$ 80 milhões diretamente na economia do interior em um único ciclo. Mais de 68 mil famílias piauienses em cerca de 123 municípios foram assistidas simultaneamente nos pagamentos recentes.
- Financiamento Coletivo: O fundo é solidário. Para cada agricultor ter direito ao recebimento, é cobrada uma taxa de adesão de R$ 24,00 do trabalhador. A prefeitura local entra com R$ 72,00, o Governo do Estado com R$ 144,00 e o Governo Federal com o maior aporte (40% do total). Se a prefeitura ou o estado atrasarem sua parte, o pagamento aos agricultores daquela cidade fica bloqueado.
Inovação no Sertão: Tecnologias de Convivência com o Semiárido
Embora os decretos e auxílios estanquem a crise imediata, a verdadeira transformação no interior do Piauí acontece por meio do conceito de "convivência com a seca". Produtores rurais e centros de pesquisa (como a Embrapa e institutos federais) desenvolvem e aplicam soluções tecnológicas de baixo custo para blindar as lavouras. As principais ferramentas utilizadas são:
1. Sistemas Agroflorestais (SAFs) da Caatinga
Em vez de desmatar para plantar, comunidades pioneiras realizam o consórcio de culturas agrícolas (como o feijão-caupi) com árvores nativas da Caatinga e fruteiras resistentes (como o próprio cajueiro). Essa integração retém a pouca umidade existente no solo, cria um microclima mais ameno e regenera a fertilidade da terra através da matéria orgânica das folhas.
2. Tecnologias Sociais de Captação e Reuso Hídrico
- Cisternas de Enxurrada e Calçadão: Estruturas de placas de cimento que captam não apenas a água que cai nos telhados, mas também a água que corre pelo solo durante as raras e intensas chuvas do semiárido, armazenando até 52 mil litros para irrigação de quintais produtivos.
- Dessalinizadores de Água Salobra: Equipamentos instalados em poços subterrâneos profundos. Como grande parte da água subterrânea do sul do Piauí possui alto índice de sal, esses sistemas purificam a água para torná-la potável e utilizável na agricultura.
3. Palma Forrageira Adensada
Na pecuária, que sofre com a falta de pasto relatada no decreto, produtores adotaram o plantio intensivo de palma forrageira (um cacto altamente resistente). A planta funciona como uma "reserva estratégica de água e comida" para caprinos, ovinos e gado, mantendo os rebanhos vivos e nutridos nos meses mais quentes do ano.
4. Microaspersão de Baixo Custo (Sistema "Cotonete")
Desenvolvido em polos tecnológicos como o campus do IFPI em Pio IX, o sistema substitui emissores caros de irrigação por hastes flexíveis de ponta de algodão. A técnica reduz drasticamente o entupimento dos gotejadores causado pelo acúmulo de sais da água salobra, economiza até 70% de água em comparação com métodos tradicionais e barateia o custo de montagem para o agricultor familiar.
5. O Projeto Sertão Vivo
Iniciativas governamentais estruturadas, como o Projeto Sertão Vivo, estão massificando essas tecnologias. Com meta de atender 35.000 famílias em 90 municípios do semiárido piauiense, o programa financia a implantação em larga escala de poços, assistência técnica continuada e sistemas de irrigação inteligentes para que o produtor rompa de vez o ciclo de dependência exclusiva da chuva.
O Mapa da Estiagem: A Radiografia Hídrica nos 12 Territórios de Desenvolvimento
Para compreender a exata dimensão geográfica da crise climática que atinge o estado, confira a distribuição completa de todas as 224 cidades piauienses divididas por suas regiões administrativas oficiais.
A legenda abaixo identifica quais municípios contam com o amparo legal do decreto e quais seguem fora da zona de emergência:
- 🟠 Destaque Laranja: Município em Situação de Emergência (Decreto nº 24.692).
- 🟢 Destaque Verde: Município fora do decreto.
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Território de Desenvolvimento |
Município |
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CARNAUBAIS |
Assunção do Piauí |
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CARNAUBAIS |
Boa Hora |
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CARNAUBAIS |
Boqueirão do Piauí |
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CARNAUBAIS |
Buriti dos Montes |
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CARNAUBAIS |
Cabeceiras do Piauí |
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CARNAUBAIS |
Campo Maior |
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CARNAUBAIS |
Capitão de Campos |
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CARNAUBAIS |
Castelo do Piauí |
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CARNAUBAIS |
Cocal de Telha |
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CARNAUBAIS |
Jatobá do Piauí |
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CARNAUBAIS |
Juazeiro do Piauí |
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CARNAUBAIS |
NOSSA SENHORA DE NAZARÉ |
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CARNAUBAIS |
Novo Santo Antônio |
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CARNAUBAIS |
São João da Serra |
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CARNAUBAIS |
São Miguel do Tapuio |
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CARNAUBAIS |
Sigefredo Pacheco |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Alvorada do Gurguéia |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Avelino Lopes |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Barreiras do Piauí |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Bom Jesus |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Colônia do Gurguéia |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Corrente |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Cristalândia do Piauí |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Cristino Castro |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Curimatá |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Currais |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Eliseu Martins |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Gilbués |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Júlio Borges |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Manoel Emídio |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Monte Alegre do Piauí |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Morro Cabeça no Tempo |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Palmeira do Piauí |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Parnaguá |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Redenção do Gurguéia |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Riacho Frio |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Santa Filomena |
|
CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Santa Luz |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
SÃO GONÇALO DO GURGUÉIA |
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CHAPADA DAS MANGABEIRAS |
Sebastião Barros |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Acauã |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Belém do Piauí |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Betânia do Piauí |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Caldeirão Grande do Piauí |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Caridade do Piauí |
|
CHAPADA VALE DO ITAIM |
Curral Novo do Piauí |
|
CHAPADA VALE DO ITAIM |
Francisco Macedo |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Jacobina do Piauí |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Jaicós |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Marcolândia |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Massapê do Piauí |
|
CHAPADA VALE DO ITAIM |
Padre Marcos |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Patos do Piauí |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Paulistana |
|
CHAPADA VALE DO ITAIM |
Queimada Nova |
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CHAPADA VALE DO ITAIM |
Simões |
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COCAIS |
Barras |
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COCAIS |
Batalha |
|
COCAIS |
Brasileira |
|
COCAIS |
Campo Largo do Piauí |
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COCAIS |
Domingos Mourão |
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COCAIS |
Esperantina |
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COCAIS |
Joaquim Pires |
|
COCAIS |
Joca Marques |
|
COCAIS |
Lagoa de São Francisco |
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COCAIS |
Luzilândia |
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COCAIS |
Madeiro |
|
COCAIS |
Matias Olímpio |
|
COCAIS |
Milton Brandão |
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COCAIS |
MORRO DO CHAPÉU DO PIAUÍ |
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COCAIS |
Nossa Senhora dos Remédios |
|
COCAIS |
Pedro II |
|
COCAIS |
Piracuruca |
|
COCAIS |
Piripiri |
|
COCAIS |
Porto |
|
COCAIS |
SÃO JOÃO DA FRONTEIRA |
|
COCAIS |
São João do Arraial |
|
COCAIS |
São José do Divino |
|
ENTRE-RIOS |
Agricolândia |
|
ENTRE-RIOS |
Água Branca |
|
ENTRE-RIOS |
Alto Longá |
|
ENTRE-RIOS |
Altos |
|
ENTRE-RIOS |
Amarante |
|
ENTRE-RIOS |
Angical do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Barro Duro |
|
ENTRE-RIOS |
Beneditinos |
|
ENTRE-RIOS |
Coivaras |
|
ENTRE-RIOS |
Curralinhos |
|
ENTRE-RIOS |
Demerval Lobão |
|
ENTRE-RIOS |
Hugo Napoleão |
|
ENTRE-RIOS |
Jardim do Mulato |
|
ENTRE-RIOS |
José de Freitas |
|
ENTRE-RIOS |
Lagoa Alegre |
|
ENTRE-RIOS |
Lagoa do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Lagoinha do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Miguel Alves |
|
ENTRE-RIOS |
Miguel Leão |
|
ENTRE-RIOS |
Monsenhor Gil |
|
ENTRE-RIOS |
Nazária |
|
ENTRE-RIOS |
Olho D'Água do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Palmeirais |
|
ENTRE-RIOS |
Passagem Franca do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Pau D'Arco do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Regeneração |
|
ENTRE-RIOS |
Santo Antônio dos Milagres |
|
ENTRE-RIOS |
São Gonçalo do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
São Pedro do Piauí |
|
ENTRE-RIOS |
Teresina |
|
ENTRE-RIOS |
União |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Bom Princípio do Piauí |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Buriti dos Lopes |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Cajueiro da Praia |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Caraúbas do Piauí |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Caxingó |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Cocal |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Cocal dos Alves |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Ilha Grande |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Luís Correia |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Murici dos Portelas |
|
PLANÍCIE LITORÂNEA |
Parnaíba |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Anísio de Abreu |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Bonfim do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Campo Alegre do Fidalgo |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Capitão Gervásio Oliveira |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Caracol |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Coronel José Dias |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Dirceu Arcoverde |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Dom Inocêncio |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Fartura do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Guaribas |
|
SERRA DA CAPIVARA |
João Costa |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Jurema |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Lagoa do Barro do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
São Braz do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
São João do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
São Lourenço do Piauí |
|
SERRA DA CAPIVARA |
São Raimundo Nonato |
|
SERRA DA CAPIVARA |
Várzea Branca |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Antônio Almeida |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Baixa Grande do Ribeiro |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Bertolínia |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Canavieira |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Guadalupe |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Jerumenha |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Landri Sales |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Marcos Parente |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Porto Alegre do Piauí |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Ribeiro Gonçalves |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Sebastião Leal |
|
TABULEIROS DO ALTO PARNAÍBA |
Uruçuí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Bela Vista do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Cajazeiras do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Campinas do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Colônia do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Conceição do Canindé |
|
VALE DO CANINDÉ |
FLORESTA DO PIAUÍ |
|
VALE DO CANINDÉ |
Isaías Coelho |
|
VALE DO CANINDÉ |
Oeiras |
|
VALE DO CANINDÉ |
Santa Cruz do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Santa Rosa do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Santo Inácio do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
São Francisco de Assis do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
São Francisco do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
São João da Varjota |
|
VALE DO CANINDÉ |
Simplício Mendes |
|
VALE DO CANINDÉ |
Tanque do Piauí |
|
VALE DO CANINDÉ |
Wall Ferraz |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Alagoinha do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Alegrete do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Aroeiras do Itaim |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Bocaina |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Campo Grande do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Dom Expedito Lopes |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Francisco Santos |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Fronteiras |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Geminiano |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Itainópolis |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Monsenhor Hipólito |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Paquetá |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Picos |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Pio IX |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Santana do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Santo Antônio de Lisboa |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
São João da Canabrava |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
São José do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
São Julião |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
São Luis do Piauí |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Sussuapara |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Vera Mendes |
|
VALE DO RIO GUARIBAS |
Vila Nova do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
Aroazes |
|
VALE DO SAMBITO |
Barra D'Alcântara |
|
VALE DO SAMBITO |
Elesbão Veloso |
|
VALE DO SAMBITO |
Francinópolis |
|
VALE DO SAMBITO |
Inhuma |
|
VALE DO SAMBITO |
Ipiranga do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
Lagoa do Sítio |
|
VALE DO SAMBITO |
Novo Oriente do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
Pimenteiras |
|
VALE DO SAMBITO |
Prata do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
Santa Cruz dos Milagres |
|
VALE DO SAMBITO |
São Félix do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
São Miguel da Baixa Grande |
|
VALE DO SAMBITO |
Valença do Piauí |
|
VALE DO SAMBITO |
Várzea Grande |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Arraial |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Brejo do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Canto do Buriti |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Flores do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Floriano |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
FRANCISCO AYRES |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Itaueira |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Nazaré do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Nova Santa Rita |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Paes Landim |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Pajeú do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Pavussu |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Pedro Laurentino |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Ribeira do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
Rio Grande do Piauí |
|
VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA |
São José do Peixe |
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Comentários (1)
Muito boa a matéria!!
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