VALE DOS RIOS PIAUÍ E ITAUEIRA

Os cinco municípios de menor qualidade de vida no território Vale dos Rios Piauí e Itaueira

Uma investigação sobre os cinco municípios de menor Índice de Progresso Social no Território de Desenvolvimento Vale dos Rios Piauí e Itaueira — a relação entre valor adicionado fiscal, evolução dos indicadores e gestão municipal

26 de julho de 2026 às 17:16 24 visualizações

Vista aérea Brejo do Piauí (Imagem: informativocentrosul.com.br)


No coração do Piauí, entre as bacias que dão nome ao território Vale dos Rios Piauí e Itaueira, os números do Índice de Progresso Social (IPS) 2026 desenham um mapa de contrastes e urgências. Enquanto o estado do Piauí avança com uma média consolidada de 60,48, e o próprio território mantém uma média de 58,52, cinco municípios da região encontram-se retidos em uma zona de estagnação social, lutando para converter potencial econômico em dignidade real para seus cidadãos.

 

Eles estão no fim da fila. Quando o IPS Brasil 2026 (IPS Brasil 2026/Imazon) classificou os 5.570 municípios brasileiros em qualidade de vida, cinco cidades do Território de Desenvolvimento Vale dos Rios Piauí e Itaueira apareceram na base da tabela regional. Juntos, Itaueira (56,82), Nazaré do Piauí (56,76), Pavussu (56,57), Canto do Buriti (55,65) e Brejo do Piauí (55,57) formam o bloco onde o progresso social mais precisa avançar no Vale — com média de 56,27, quatro pontos abaixo da média do Piauí e mais de sete abaixo da nacional (63,40). O FAROL MUNICIPAL investiga, a partir do cruzamento de dados oficiais, o que esses números significam e o que eles revelam sobre gestão, economia e futuro.

 

O QUE O IPS MEDE

O Índice de Progresso Social (IPS) é uma metodologia internacional que avalia 57 indicadores sociais e ambientais divididos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas (nutrição, água e saneamento, moradia, segurança), Fundamentos do Bem-Estar (acesso ao conhecimento básico, acesso à informação e comunicação, saúde e bem-estar, qualidade do meio ambiente) e Oportunidades (direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social, acesso à educação superior). O IPS mede resultados, de 0 a 100, o quão bem as pessoas vivem, independentemente do PIB de suas cidades (Imazon). No Piauí, que registrou média 60,48 (18º entre 27 estados), esses cinco municípios são onde o fosso entre o básico e o possível é maior.

 

SEÇÃO 1 — OS CINCO MUNICÍPIOS, UM A UM

 

Itaueira (IPS 56,82 | Ranking PI: 156º | Ranking Brasil: 4.443º):

Com Valor Adicionado 2024 de R$ 36,5 milhões, Itaueira é o segundo maior gerador de riqueza entre os cinco. Mas é o único que registrou retração em seu índice. Entre 2024 e 2026, o IPS caiu de 57,72 para 56,82 — perda de 0,90 ponto, a 18ª pior evolução do território. O prefeito Dr. Osmundo (MDB), eleito em 2024, nos últimos dois anos administrou um município em que o progresso social andou para trás mesmo com uma base econômica robusta. O desafio é reverter a curva descendente. Em Oportunidades, a nota de Itaueira é de apenas 39,44 — uma das mais baixas de todo o Estado. Acesso à educação superior marca 22,65, e inclusão social, 70,83. O desafio é reverter a curva descendente.

 

Nazaré do Piauí (IPS 56,76 | Ranking PI: 158º | Ranking Brasil: 4.461º):

Com VA de R$ 23,0 milhões, Nazaré evoluiu 1,99 ponto entre 2024 (54,77) e 2026 (56,76), ocupando a 10ª posição na evolução do território. O prefeito Roni Abilio (PSD), em primeiro mandato, tem comandado uma trajetória de recuperação consistente. A cidade avançou em Acesso ao Conhecimento Básico (74,29) e Acesso à Informação (65,27), mas ainda enfrenta desafios em Oportunidades (44,75) e, especialmente, em Acesso à Educação Superior (27,86). Nazaré mostra que é possível avançar com recursos moderados quando a gestão é orientada a resultados.

 

Pavussu (IPS 56,57 | Ranking PI: 167º | Ranking Brasil: 4.533º):

Pavussu é a surpresa positiva do grupo. Com apenas R$ 7,0 milhões de VA ICMS — o segundo menor entre os cinco —, o município teve a maior evolução de todo o território: saltou de 50,91 para 56,57, um ganho de 5,66 pontos, ocupando o 1º lugar na classificação de evolução. Em dois anos, Pavussu subiu mais do que qualquer outra cidade do Vale. O prefeito Winicius Valério (PSD), reeleito em 2024, comandou essa transformação. O caso de Pavussu desmonta a tese de que qualidade de vida depende de grande arrecadação.

 

Canto do Buriti (IPS 55,65 | Ranking PI: 185 | Ranking Brasil: 4.797º):

Aqui o caso mais emblemático de dissociação entre economia e bem-estar. Canto do Buriti tem o maior Valor Adicionado entre os cinco: R$ 87,4 milhões. É o 3º maior VA de todo o Vale dos Rios Piauí e Itaueira, perdendo apenas para Floriano (R$ 974 milhões) e Ribeira do Piauí (R$ 267 milhões). No entanto, seu IPS de 55,65 é o segundo pior da região. A evolução entre 2024 (54,9) e 2026 (55,65) foi de apenas 0,75 ponto — a 14ª do território. Canto do Buriti gera 12 vezes mais riqueza que Brejo do Piauí, mas tem o mesmo nível de qualidade de vida. A cidade pontua 64,99 em Inclusão Social e 29,03 em Acesso à Educação Superior. O prefeito Dr. Felipe Alves (MDB) herdou o maior desafio de gestão do Vale: transformar riqueza em bem-estar.

 

Brejo do Piauí (IPS 55,57 | Ranking PI: 187º | Ranking Brasil: 4.816º):

O menor IPS do Vale. Mas com uma história que merece atenção. Com apenas R$ 6,9 milhões de VA ICMS, Brejo evoluiu 3,43 pontos entre 2024 (52,14) e 2026 (55,57), ocupando o 5º lugar na evolução do território. O prefeito Fabiano Lira (PT), reeleito em 2024, provou que é possível melhorar a qualidade de vida mesmo com recursos orçamentários mínimos — desde que haja foco administrativo.


O Diagnóstico da Lanterna: A Estabilidade que Preocupa

A análise técnica revela um cenário de imobilidade estrutural. Em municípios como Brejo do Piauí (55,57) e Canto do Buriti (55,65), os indicadores de bem-estar humano permanecem em patamares que desafiam as trajetórias de melhora observadas em outras regiões do estado. Esta "estabilidade" não é um sinal de equilíbrio, mas de um gargalo persistente em áreas fundamentais como saneamento básico, moradia e acesso a serviços de saúde especializados.

 

Abaixo, o ranking dos municípios que hoje enfrentam os maiores desafios para alcançar o patamar de desenvolvimento do restante do estado:

 

Tabela 1: O Desafio da Convergência (Município vs. Médias de Referência)

Município

IPS 2026

Distância para a Média do Território (58,52)

Distância para a Média do Piauí (60,48)

Itaueira

56.82

- 1.70

- 3.66

Nazaré do Piauí

56.76

- 1.76

- 3.72

Pavussu

56.57

- 1.95

- 3.91

Canto do Buriti

55.65

- 2.87

- 4.83

Brejo do Piauí

55.57

- 2.95

- 4.91

 

Fonte: ipsbrasil.org.br

 

SEÇÃO 2 — A CORRELAÇÃO QUE NÃO EXISTE: VA ICMS x IPS

O cruzamento dos dados econômicos e sociais dos cinco municípios expõe uma verdade que desafia o senso comum: gerar riqueza não é suficiente para garantir progresso social. Canto do Buriti, com VA 12 vezes maior que Brejo do Piauí, tem IPS praticamente idêntico (55,65 contra 55,57). Itaueira, com o segundo maior VA (R$ 36,5 milhões), foi o único que registrou regressão (perdeu 0,90 ponto). Isso significa que, mesmo com uma base econômica relevante, as condições de vida da população pioraram.

 

Pavussu, com o segundo menor VA (R$ 6,9 milhões), teve a maior evolução. A diferença entre a evolução de Pavussu (+5,66) e a de Canto do Buriti (+0,75) é de 4,91 pontos — um abismo que não pode ser explicado por diferenças de arrecadação.

 

O VA ICMS total dos cinco municípios soma R$ 160.933.421,49 — mas 54% desse total estão concentrados em Canto do Buriti. A distribuição da riqueza econômica não se reflete de forma linear na distribuição de bem-estar social. Isso ocorre em um contexto em que o Piauí tem média IPS de 60,48, e o Vale dos Rios Piauí e Itaueira registra média de 58,52.

 

O caso mais emblemático da dissociação entre economia e bem-estar é Canto do Buriti. Com R$ 87.427.434,51 em Valor Adicionado — o terceiro maior do território —, o município registra IPS de apenas 55,65, o segundo pior de todo o Vale. Isso significa que a atividade econômica existente não está sendo convertida em progresso social para a população. No extremo oposto, Pedro Laurentino tem o menor VA do território (R$ 4.647.198,73) e lidera o ranking de qualidade de vida, com IPS 62,33.

Correlação: Arrecadação de ICMS vs. Progresso Social (IPS)

 

O gráfico acima ilustra a complexa relação entre a capacidade financeira e o progresso social no território. Note que municípios como Canto do Buriti e Itaueira possuem arrecadações de ICMS significativamente superiores, mas seus índices de IPS permanecem próximos aos de municípios com orçamentos muito mais modestos, como Brejo do Piauí.

 

Essa visualização reforça a análise de que o volume de recursos é um facilitador, mas a eficiência da gestão pública na conversão desses impostos em serviços diretos à população é o que define o verdadeiro avanço social.

 

 

 

SEÇÃO 3 — OS CINCO PREFEITOS E OS RESULTADOS

O cruzamento das eleições com os dados do IPS revela:

Reeleitos em 2024 (2):

  • Fabiano Lira (PT) — Brejo do Piauí. Seu atual mandato viu o IPS subir 3,43 pontos. Precisa manter o ritmo.
  • Winicius Valério (PSD) — Pavussu. Comandou a maior evolução do Vale (+5,66 pts). É o caso de maior sucesso do território.

Novos mandatos em 2024 (3):

  • Dr. Osmundo (MDB) — Itaueira. Sua gestão regrediu 0,90 ponto. Missão: reverter a pior trajetória do Vale.
  • Roni Abilio (PSD) — Nazaré do Piauí. Assumiu com evolução positiva (+1,99) nos últimos dois anos. Base sólida para avançar.
  • Dr. Fellipe Alves (MDB) — Canto do Buriti. Herdou o maior contraste do Vale: muita riqueza, pouco progresso social. É o prefeito com o maior desafio de gestão entre todos os 19 municípios do território.

 

O Método Gestão de Impacto (MGI), que propõe a integração de resultados entre secretarias, o uso de KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho) simples e a escuta estratégica da população, oferece um caminho para que esses gestores transformem seus mandatos em progresso social mensurável. Para municípios com recursos limitados — como Brejo do Piauí e Pavussu —, a eficiência na alocação dos recursos é mais decisiva do que o volume disponível.

 

 OS CINCO PREFEITOS E OS RESULTADOS

Gestor

Município

Partido

Situação

Evolução no período

Winicius Valério

Pavussu

PSD

Reeleito

+5,66 pontos 🏆

Fabiano Lira

Brejo do Piauí

PT

Reeleito

+3,43 pontos

Roni Abilio

Nazaré do Piauí

PSD

Novo

+1,99 ponto

Dr. Felipe Alves

Canto do Buriti

MDB

Novo

+0,75 ponto

Dr. Osmundo

Itaueira

MDB

Novo

-0,90 ponto ⚠️

FONTE: tse.jus.br e ipsbrasil.org.br

 

SEÇÃO 4 — O CASO PAVUSSU: LIÇÕES DE GESTÃO PARA O VALE

Pavussu merece análise isolada. Com apenas R$ 6,9 milhões de VA, o município saltou de 50,91 para 56,57 em dois anos — uma evolução de 5,66 pontos que nenhum outro município do Vale conseguiu igualar. O prefeito Winicius Valério (PSD), reeleito, provou que é possível fazer mais com menos.

 

O que Pavussu fez de diferente? Embora os dados disponíveis não detalhem as políticas específicas, a magnitude da evolução sugere que o município conseguiu avanços estruturais em áreas como saneamento, saúde básica ou educação — componentes do IPS que pesam significativamente no índice geral. O caso Pavussu serve como evidência de que o progresso social é otimizado pela competência na alocação de recursos escassos, superando a dependência exclusiva de grandes orçamentos.

 

SEÇÃO 5 — O CONTRAPONTO: CANTO DO BURITI E ITAUEIRA

Enquanto Pavussu mostra o que funciona, Canto do Buriti e Itaueira mostram o que não está funcionando. Juntos, eles concentram R$ 123,9 milhões em VA — 77% de toda a riqueza dos cinco municípios. Mas sua contribuição para a qualidade de vida da população é desproporcionalmente baixa.

 

Canto do Buriti, com VA de R$ 87,4 milhões, deveria estar entre os melhores IPS do Vale, não entre os piores. A diferença entre o VA de Canto do Buriti e o de Pavussu é de R$ 80,4 milhões — mas o IPS de Canto do Buriti (55,65) é menor que o de Pavussu (56,57). Isso significa que 12 vezes mais recursos produziram menos resultado social.

 

Itaueira, com VA de R$ 36,5 milhões, foi o único município do grupo que piorou. A regressão de 0,90 ponto em dois anos sugere que políticas públicas podem ter sido descontinuadas ou que investimentos deixaram de ser feitos. Indica ainda a necessidade de revisão das políticas públicas para estancar a perda de indicadores sociais.

 

 

Caminhos para a Transformação: O Amanhã do Vale

Para que o Vale dos Rios Piauí e Itaueira deixe a lanterna do ranking e se aproxime da média estadual de 60,48, o MGI-Método Gestão de Impacto sugere três frentes inadiáveis:

 

  1. Eficiência na Conversão de Receita: Municípios com maior arrecadação de ICMS precisam otimizar a aplicação desses recursos em indicadores de saúde preventiva e educação básica.
  2. Saneamento como Prioridade Zero: O investimento em infraestrutura básica é o que apresenta o maior retorno direto na pontuação do IPS e na saúde da população.
  3. Gestão Baseada em Evidências: O uso de dados técnicos para identificar gargalos específicos permitirá que os prefeitos ajam de forma cirúrgica, transformando cada real arrecadado em progresso social real.

 

O diagnóstico está posto. O Vale dos Rios Piauí e Itaueira tem a força de sua gente e a clareza dos dados para escrever, a partir de agora, um novo capítulo de sua história — um capítulo onde o progresso social não seja apenas um índice, mas a realidade vivida em cada rua e em cada lar.

 

 

CONCLUSÃO:

Os dados do IPS Brasil 2026 (IPS Brasil 2026/Imazon) não são uma sentença. São um diagnóstico. Os cinco municípios compartilham desafios comuns: baixa capacidade de geração de receita própria, dependência de transferências estaduais, e uma estrutura produtiva ainda baseada em agricultura de subsistência e pequeno comércio. Onde diferem é na gestão — e é aí que o progresso social se constrói.

 

Pavussu mostrou que 5,66 pontos de evolução são possíveis em dois anos com poucos recursos. Brejo mostrou que 3,43 pontos também são. Se esses cinco municípios conseguissem subir, em média, 3 pontos cada, igualariam a média do Piauí. O caminho existe — Pavussu já percorreu ele. A questão é se os gestores eleitos em 2024 terão a coragem de usar os dados como bússola.

 

Entre os R$ 87 milhões de Canto do Buriti e os R$ 6,9 milhões de Pavussu, a diferença que importa não está no caixa, mas na gestão. O IPS não mente: ele pergunta o que cada cidade fez com o que tinha. E a resposta, para esses cinco municípios, ainda está sendo escrita.

 

TABELA FINAL

Município

IPS 2026

IPS 2024

Evolução

VA ICMS 2024

Prefeito

Partido

Gestão

Itaueira

56,82

57,72

-0,90

R$ 36.495.164,50

Dr. Osmundo

MDB

Novo

Nazaré do Piauí

56,76

54,77

+1,99

R$ 22.988.726,55

Roni Abilio

PSD

Novo

Pavussu

56,57

50,91

+5,66

R$ 6.947.345,66

Winicius Valério

PSD

Reeleito

Canto do Buriti

55,65

54,90

+0,75

R$ 87.427.434,51

Dr. Felipe Alves

MDB

Novo

Brejo do Piauí

55,57

52,14

+3,43

R$ 6.873.750,27

Fabiano Lira

PT

Reeleito

Fontes: IPS Brasil 2026/Imazon; TCE-PI

 

Ajude-nos a melhorar!

Esta reportagem foi construída exclusivamente a partir do cruzamento de bases de dados públicas e oficiais: o IPS Brasil 2026 (Imazon), o Valor Adicionado ICMS 2024 (TCE-PI), os rankings de evolução dos 224 municípios do Piauí e os censos demográficos do IBGE. Cada número aqui publicado pode ser verificado por qualquer cidadão nas fontes originais.

 

Diferentemente do procedimento jornalístico clássico, esta edição não buscou previamente as prefeituras dos cinco municípios para comentar os dados. A razão é simples e deve ser dita com a transparência que o leitor merece: o Farol Municipal é um veículo em estruturação, e o ciclo de apuração desta primeira investigação se encerrou antes que os contatos institucionais fossem estabelecidos.

 

Isso não diminui a obrigação do jornalismo de publicar — os dados são públicos, a metodologia do IPS é aberta e os números falam por si. Mas significa que esta é uma reportagem aberta, não um veredicto final.

 

O espaço para manifestação está aberto. As prefeituras citadas podem, a qualquer tempo, enviar suas respostas, esclarecimentos ou contestações à redação. A reportagem será imediatamente atualizada com a versão de cada gestor, e uma nova edição será publicada com as réplicas na íntegra — sem cortes, sem edições que descaracterizem o teor.

 

Acreditamos que o jornalismo não é um monólogo sobre os fatos, mas um diálogo com a realidade. E este diálogo, no caso do Vale do Sambito, está apenas começando. Fale conosco: Whatsapp 89.99465-9661.

 

 

Por: Wedson Bezerra Pereira – Analista Sênior em Gestão Pública. Criador do MGI – Método Gestão de Impacto.
Do FAROL MUNICIPAL, em Teresina-PI, 26 de julho de 2026

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